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Notícia : Entrevistas
16/12/2008
Steve Wozniak é conhecido por ter sido um dos fundadores, junto com seu amigo de instituto Steve Jobs, da empresa Apple. Mas o que talvez muitos não saibam é que a intenção de Wozniak, ao que familiarmente chamam ?Woz?, não era criar uma das empresas de computadores mais influente do mundo. Sua maior ambição na vida era fazer-se engenheiro, trabalhar para Hewlett Packard e assim ter suficiente tempo livre para enredar com aparelhos eletrônicos.
Esse desejo de desenhar aparelhos eletrônicos inteligentes era o que estava por trás de muitas de suas primeiras invenções. Em 1971, enquanto estudava na Universidade de Berkeley, Wozniak leu um artigo em Esquire Magazine sobre uns tipos que, de maneira totalmente ilegal, exploravam a rede telefônica. Foi bem como Wozniak criou como criar um dispositivo eletrônico, chamado ?blue box?, para gerar os tons necessários para fazer telefonemas telefônicos de longa distância grátis. Em 1973 criou a primeira ?linha telefônica de anedotas? do área da Baía de São Francisco. Ele mesmo era o que contava as anedotas. Enquanto trabalhava em Hewlett Packard, Wozniak seguiu desenhando dispositivos eletrônicos em seu tempo livre, e em 1975 criou o primeiro computador pessoal que utilizava um teclado e mostrava os carateres na tela do televisor. Wozniak fazia demonstrações de seu computador ante uns quantos aficionados à eletrônica de Silicon Valley que se reuniam sob a insígnia do Homebrew Computer Clube. Demasiado tímido para apresentar em público seu trabalho, Wozniak costumava mostrar informalmente seus lucros em engenharia durante as conversas que tinham lugar depois das reuniões.
As primeiras aventuras empresariais de Wozniak estiveram muito vinculadas às atividades de Steve Jobs, seu amigo de instituto e atual conselheiro delegado de Apple. Foi Jobs, quatro anos menor que Wozniak, o que lhe propôs vender o ?blue box? que tinha inventado entre os estudantes de Berkeley. Quando Jobs estava trabalhando em Atari convenceu a Wozniak para que desenhasse o videogame Breakout (e tal e como se conta na autobiografia de Wozniak, titulada iWoz, pretensamente Jobs lhe enganou sobre a quantia a repartir). E mais importante, foi Jobs o que se deu conta de que, em lugar de compartilhar os esquemas de seus inventos para computadores ante uma panda de aficionados à eletrônica, podiam encaixar os componentes num painel de circuitos e vender o computador completo. Mike Markkula, ex executivo de Intel, financiou este projeto, o qual supôs o nascimento de Apple Computer em 1976
. Ainda que oficialmente siga sendo um empregado de Apple, hoje em dia Wozniak mal está envolvido na marcha da empresa. Depois de sair malherido num acidente enquanto pilotava seu avião privado Beechcraft em 1981, Wozniak decidiu voltar à Universidade de Berkeley para finalizar seus estudos de engenharia elétrica.
Durante os seguintes anos Wozniak patrocinou dois concertos de música ao estilo Woodstock conhecidos como US Festivals, deu classes de informática a estudantes de ensino secundário e dedicou parte de seu tempo e dinheiro a diversas atividades filantrópicas. Na atualidade lhe interessa o pólo ?Segway?, isto é, jogar ao pólo conduzindo um Segway (um sistema de transporte compacto e pessoal com auto-balanço), em lugar de montar a cavalo.
Wozniak foi galardoado em 1985 com a Medalha Nacional de Tecnologia pelo Presidente de Estados Unidos, no ano 2000 ingressou no Hall da Fama dos Inventores e em 2001 recebia o Prêmio Heinz em Tecnologia, Economia e Emprego.
Em 2006 Wozniak publicabaun librosobre sua vida antes, durante e depois de Apple titulado iWoz: From Computer Geek to Cult Icon: How I Invented the Pessoal Computer, Co-Founded Apple, and Had Fun Doing It(iWoz: De informático louco a ícone de culto: Como inventei os computadores pessoais, fui fundador de Apple e me diverti fazendo-o).
Knowledge@Wharton entrevista telefonicamente a um Wozniak de 57 anos desde sua casa dos Gatos, California, para perguntar-lhe sobre diversos temas, como a criação de Apple, sua relação com Steve Jobs, sua fascinação pelas brincadeiras ou sua próxima aparição no programa televisivo de Kathy Griffin, "My Life on the D List".A seguir se oferece uma versão editada de dita entrevista.
Knowledge@Wharton: Que fez que lhe interessassem as matemáticas e as ciências?
Steve Wozniak: Não recordo nenhum fato nem momento concreto. Queria ser como meu pai. Recordação ir a seu trabalho, via-lhe unir cabos e de repente começavam a aparecer coisas na tela.
Mas não estava seguro de estar fato para isso. E depois, mais ou menos em terceiro de ensino básico, minha mãe praticou cálculo mental comigo na cozinha. Na escola tínhamos uma prova de multiplicações: ganhei às meninas. Recordação que o professor disse que isso era bastante estranho. Assim que comecei a pensar ?Oh! Sou bom em matemáticas?.
Essa foi possivelmente a primeira vez que recordo pensar ?Hey! Há algo no que sou bom?.
Knowledge@Wharton: Ao ler iWoz, um não pode evitar ter a sensação de que Você é um ?empreendedor acidental? em lugar de alguém que decidiu criar uma empresa.
Wozniak: Tinha muito talento para certo tipo de desenho informático. Simplesmente podia fazer coisas que outra gente não era capaz. Sabia que construiria um computador quanto fosse possível. Esse ano (1975), foi o primeiro ano em que foi possível.
Quanto a pôr em marcha uma empresa, não. Eu estava muito feliz com meu trabalho como engenheiro em Hewlett Packard. Podia ter sido engenheiro durante o resto de minha vida, ter suficiente dinheiro como para ser feliz e desenhar coisas em meu tempo livre.
Essa foi a causa. Queria mostrar minhas técnicas de desenho e ajudar ao mundo a chegar a este grande momento revolucionário.
Knowledge@Wharton: Outra coisa que se pode perceber em seu livro que Você é mais bem ?o piadista?. Que é o que lhe fascina tanto das brincadeiras e anedotas?
Wozniak: Não sei. Alguma gente vai aos ?clubs da comédia?, outros vêem comédias de situação e a outros lhes agradam as comédias. ¡Singelamente te sentes bem quando te ris!
Também me agrada a inteligência. É em certo modo parecida à criatividade.
Admiro à gente que pensa em coisas pouco habituais que a outras pessoas simplesmente não se lhes teria sequer passado pela cabeça. Mas inclusive quando estás repetindo uma anedota que te contaram se pode fazer rir à gente.
Cresci num tempo em que as anedotas não tinham que se preocupar por ser ?politicamente corretos?. Contei anedotas de polacos na primeira linha telefônica de anedotas do área da Baía de São Francisco.
E depois no mundo se começaram a oir vozes reclamando não criticar a gente de determinadas nacionalidades; não jogar com estereótipos. E depois a coisa se recrudeció ainda mais, já que nem sequer se podia mencionar seu nome, ainda que não os criticasses.
Sempre tive a sensação de conseguir que a gente se ria costuma contrarrestar todo lado negativo, isto é, o fato de que uma pessoa possa sentir-se ofendida, com razão ou sem ela.
Knowledge@Wharton: Com semelhantes mudanças, não é mais difícil ser piadista agora do que nos anos 70?
Wozniak: Sim, creio que sim. Muitas de minhas velhas brincadeiras e anedotas estão proibidas na atualidade nos colégios. Os colégios implementaram grandes mudanças; agora os meninos não podem fazer nada aleatoriamente, algo que se saia das normas, das páginas dos livros. Não podem ser individualistas.
Em California os colégios dispõem de muito pouco dinheiro. E quando não têm dinheiro precisam muitos alunos por sala de aula e não há suficientes professores como para que os meninos elejam a trajetória individual que sua natureza ou Deus lhes dite.
Se te imaginas algo que esteja além dos limites atuais ?como por exemplo produtos do futuro ou viagens ao espaço-, desde pequeno te dizem ?Isso não está permitido?. Tens que o fazer em segredo por tí mesmo.
Permitir certo nível de provocação em brincadeiras e anedotas ?sem que cheguem a ofender a ninguém-, poderia ser uma boa política.
Fiz isso quando dei classes de informática a garotos adolescentes. Se conseguias que alguém se estimulasse acedendo a seu computador e escondendo-lhe coisas, isso estava permitido (desde que se pudessem recuperar facilmente). E em oito anos nunca desobedeceram essa norma.
Knowledge@Wharton: Dá a sensação de que crê que se trata de algo mais do que passar um bom momento. Em termos de educação, Você parece crer que este tipo de aprendizagem contribui a que a gente seja criativa e tenha capacidade de invenção.
Wozniak: Exatamente. O humor está muito relacionado com a capacidade para criar e inventar com a que nascemos. Trata-se do espírito para pensar algo diferente, para inventar-te tuas próprias anedotas.
Knowledge@Wharton: Referindo-se a Steve Jobs e A Você, em seu livro menciona que ?sempre fomos gente diferente? desde o princípio?. Por que o crê assim?
Wozniak: Éramos muito parecidos em muitas coisas, como por exemplo os valores que compartilhávamos quando íamos juntos ao instituto. Ambos estávamos mais bem inclinados para a contracultura. Steve fazia parte dela e eu mais bem seguia a corrente dominante, com os pés no solo, sem tomar drogas e tudo isso.
Steve e eu nos emocionávamos falando das futuras possibilidades tecnológicas.
Eu era mais piadista; era o desenhista experiente. Mas tínhamos interesses comuns. Fomos amigos durante oito anos antes de criar Apple.
Depois de criar Apple foi quando definimos nossos papéis.
O papel de Steve era aprender como dirigir cada aspecto de uma empresa, ser um executivo em cada nível da mesma. Eu já tinha chegado a um momento de minha vida em que não queria dirigir uma empresa porque não queria ter que dar ordens, atuar com superioridade ante os demais, dizer-lhes que o que tinham feito não valia para nada. Assim que disse: Eu vou centrar em minha engenharia e o farei tão bem como se possa. Não me introduzirei no território de outros.
Cada um se ocupou de um âmbito da empresa. E desde então trabalhamos em coisas completamente diferentes.
Steve fez um trabalho excelente ao fusionar o marketing, as operações e a tecnologia. Soube ver que tecnologia era boa e daí ia agradar-lhe à gente.
Foi uma situação estranha. Steve não era capaz de desenhar um computador ?nunca foi programador ou desenhista-, mas sabia o suficiente como para compreender que era bom e daí era mau.
Creio que isso foi mais importante; dispor de uma mente que soubesse unir as peças do quebra-cabeça. No que a mim respecta, eu só sabia fazer muito bem uma dessas peças.
Knowledge@Wharton: Então se complementam muito bem...
Wozniak: Se, eu creio que com a família e os amigos é muito melhor se se compartilham valores e personalidade. Em nosso caso, Steve e eu sempre tivemos valores muito similares mas personalidades diferentes.
Numa empresa, há tantas coisas que têm que encaixar que é muito difícil que uma só pessoa seja capaz de fazê-lo. Se no mais alto da pirâmide há uma pessoa que é muito reflexiva e pensadora, nesse caso uma só mente será capaz de conceber como funciona a empresa.
Steve tinha esse espírito: ?Estamos fazendo algo novo. Vamos fazer algo estupendo?. Steve tinha empuxo suficiente para fazer tudo, desde a publicidade até encontrar a última peça que ficava no mundo quando a precisávamos desesperadamente ou ir às lojas e convencê-los para que vendessem nossos computadores. Em isso era excelente.
Knowledge@Wharton: Se mira para atrás, como pensa que seria sua vida se nunca tivesse conhecido a Steve Jobs?
Wozniak: Creio que eu teria sido tão feliz como sou agora mesmo e teria tido grandes amigos e as coisas que adoro da vida.
Não se se alguma vez teria tido o dinheiro suficiente para comprar uma casa. Tínhamos veintitantos anos quando creiamos Apple. Não tínhamos conta de poupança. Não tínhamos carro. Não ganhávamos o dinheiro necessário para comprar-nos uma casa em California. Não tínhamos nenhuma experiência no mundo dos negócios. Se tinha um pouco de dinheiro me comprava alguns componentes eletrônicos e fabricava algo.
A empresa para a que trabalhava, Hewlett Packard, era uma parte importante de minha vida por aquele então. Seus valores eram estupendos; respeitavam muito a engenharia. Queria trabalhar ali para sempre. Com o passo do tempo Hewlett Packard mudou. Agora já não fabrica produtos de alta qualidade para que os utilizem outros engenheiros.
Assim que possivelmente teria tido meus mais e meus menos. Mas era tão bom com os produtos eletrônicos que sempre teria tido um posto de trabalho.
Knowledge@Wharton: Como crê que teria sido a vida de Steve Jobs se não lhe tivesse conhecido?
Wozniak: É difícil de adivinhar.
Steve tinha muita capacidade de organização e o empuxo necessário para criar uma empresa. Se nunca me tivesse conhecido possivelmente o teria feito com o produto de outra pessoa.
Talvez teria acabado exatamente onde está agora mesmo: um alto homem de negócios muito rico que cria produtos estupendos. Steve deseja que o mundo avance, não ser outra empresa mais do que faz o de sempre com o objeto de ganhar dinheiro.
Isso era exatamente o que queria o dia que lhe conheci quando íamos ao instituto. Admirava a esse tipo de pessoas ? os Newtons ? os Shakespeares? Steve cria que tinha muito poucas pessoas que realmente tinham conseguido mudar nossas vidas. Obviamente ele queria ser uma dessas pessoas.
Quanto a mim? eu queria criar produtos técnicos interessantes e escrever bons programas.
Eu sofri mais interrupções que Steve. Em outras palavras, o sucesso de Apple, a publicidade e toda a fama fez praticamente impossível que tivesse tempo para trabalhar na garagem de minha casa criando coisas.
Knowledge@Wharton: Antes mencionou que, ao princípio, uma das idéias que mais circulava entre os membros do Homebrew Computer Clube, ao qual pertencia, era como os computadores podiam beneficiar à humanidade. Quais foram esses benefícios?
Wozniak: Os computadores beneficiaram à humanidade 10 vezes mais do que o que nunca tínhamos chegado a imaginar.
Éramos solitários. Éramos gente que sabia de tecnologia mas não tinha dinheiro. Não nos imaginávamos ter ou inclusive utilizar um computador.
Vimos que se começavam a fabricar componentes de silicone que iam fazer possível a fabricação de computadores a um preço acessível para gente como nós. Os que sabíamos programar um computador escreveriam os programas e resolveriam os problemas que as empresas não podiam resolver em seus enormes computadores. E conseguiríamos mudar o mundo mais do que os conselheiros delegados.
Tudo isto é muito estimulante.
Quando estávamos criando todas estas coisas não sabíamos a ciência verdadeira se ia ocorrer, se era possível. Agora tudo está num computador. Em todos os despachos de qualquer empresa há um computador.
Para o entretenimento temos todas nossas películas e música no computador. Quem ia pensar que se escutaria música através do computador quando começamos no Homebrew Computer Clube? O entretenimento é uma parte muito significativa de nossas vidas que os computadores também incorporaram.
E também as comunicações, desde as mensagens instantâneas ao correio eletrônico ou os video chats.
A fusão entre o computador e o telefone móvel abre possibilidades incríveis. Naqueles tempos não tinha móveis. Quando creiamos Apple, em Estados Unidos nem sequer podias ser legalmente dono de teu próprio telefone.
É muito difícil pensar no futuro longínquo e acertar.
Knowledge@Wharton: Existe algum âmbito no que creia que não se progrediu o suficiente? Há coisas que os computadores poderiam fazer por nós mas a tecnologia simplesmente ainda não avançou o suficiente?
Wozniak: Si. Seguimos falando de inteligência artificial. ?Os computadores vão ser como um cérebro pensante. Vão ser mais potentes do que nosso cérebro?. Isso não ocorreu.
As imagens parecem reais e a qualidade da voz é tal que parece uma voz humana. Neste sentido os computadores se voltaram mais humanos, mas ainda distam muito para ser realmente humanos.
Um ser humano te olha à cara, dá-se conta de teu estado de ânimo. Sabe que palavras pronunciar, quando há que falar. Tem idéias para levar a conversa em diferentes direções.
Numa escala de zero a cem, a inteligência artificial ainda não atingiu sequer um ponto à hora de representar a uma pessoa real que viveu a vida, sabe quem és e quer perguntar-te sobre tua família.
Creio que ainda temos muito, muito por ver. No Homebrew Computer Clube nos imaginávamos que os computadores iam ter a inteligência e também o comportamento dos seres humanos.
Knowledge@Wharton: Alguma idéia sobre quando chegará esse momento?
Wozniak: Não creio que esse dia vá chegar.
De vez em quando utilizo o seguinte exemplo: Se poderia construir um robô que te fizesse um café?
Ao princípio a gente costuma dizer ?Isso parece singelo?, mas a resposta é: Isso nunca vai ocorrer.
Se alguém vai a minha casa, seria capaz de fazer-se um café. E eu poderia ir a sua casa e também poderia fazer um café. Pensemos em todos os passos que um computador teria que analisar: caminhar até a casa, averiguar onde está a cozinha, se há cafeteira, averiguar como funciona. Nós saberíamos abrir uma gaveta e procurar um filtro porque utilizamos antes uma cafeteira. Tivemos uma vida humana.
Pode um computador criar arte? Se poderiam desenhar programas para escrever música que soe mais ou menos bem, que empreguem as notas e escalas adequadas, mas não seria arte, já que é necessário ser capaz de julgá-lo. Como poderia um computador julgar a arte, inclusive um quadro, se nunca sentiu sobre a pele a brisa da praia?
Praticamente teria que ter um robô que fosse crescendo. Talvez podia viver sua vida um pouco mais rápido do que os humanos. Mas teria que experimentar muitos dos passos que nós vamos dando para ter a mesma sensação sobre que é importante no mundo.
Knowledge@Wharton: Em seu livro diz: ?A medida mais importante de uma pessoa é a verdade?.
Wozniak: Ainda o sigo crendo. Foi um dos princípios básicos de minha vida, de minha personalidade.
Knowledge@Wharton: Em seu livro também recorda que, quando desenvolveu o videogame Breakout para o computador Atari, Steve Jobs o vendeu e lhe disse que tinha conseguido 700 dólares que se repartiram ao 50%. Mas em realidade lhe tinham pago uns quantos milhares de dólares. Ainda que em retrospectiva o dinheiro resulta irrelevante, que opina desde o ponto de vista ético sobre isto?
Wozniak: Sim, o dinheiro é irrelevante, e por aquele então também o era. Tivesse-o feito grátis. Era feliz ao poder desenhar um videogame com o que a gente realmente jogasse.
Creio que Steve precisava dinheiro e simplesmente não me disse a verdade. Se me tivesse dito a verdade, se o teria dado gostosamente.
Me deveria ter conhecido o suficiente como para ir a mim e dizer-me que precisava dinheiro. Teria sido algo estranho, eu fazendo todo o desenho e ele ficando com todo o dinheiro. O teria feito. Era um amigo. AOS amigos se lhes ajuda.
É compreensível. É um fato insignificante.
Se julgas a Steve como pessoa ?suas enormes contribuições ao mundo contra certas carências quanto a honestidade pessoal com outras pessoas ou em casos nos que falta ao respeito a pessoas que trabalharam muito duro, quando lhes diz ?isso é uma merda? ou coisas parecidas-, seu lado negativo fica contrarrestado por todo o bem que faz ao mundo.
As vezes podemos ver o futuro, como por exemplo que o sinal de televisão vai chegar através de Internet, bem como todo o entretenimento, os telefonemas telefônicos ou a música. As salas de cinema inclusive poderiam desaparecer algum dia substituídas por Internet.
Como podemos chegar até aí? É muito difícil tentar mudar o mundo, em especial quando existem interesses econômicos.
Steve fez muitas coisas boas, como por exemplo no âmbito da música. Não criamos simplesmente um aparelho musical chamado iPod; creiamos todo um sistema musical: uma loja que os vende, um computador que o gere e organiza. E um iPod é simplesmente um satélite de teu computador. Conecta-lo ao computador e funciona. Não há que fazer nada mais.
Há que admirar a Steve por essa forma de pensar.
Ninguém é perfeito. Todo mundo em alguma ocasião fez ou dito algo mau a alguém, do depois se arrepende.
Knowledge@Wharton: Depois de abandonar Apple como trabalhador a tempo completo, começou a dar classes de informática a tempo parcial a estudantes de quinto curso. Em certa ocasião declarou que tinha sido a época mais importante de sua vida. É verdadeiro?
Wozniak: Foi uma época estupenda para mim por diversos motivos. Tinha realizado muitas atividades filantrópicas em San José. Sentia-me bem doando dinheiro para que se pusessem em marcha museus como o Children?s Discovery Museum ou o Tech Museum de Silicon Valley, ou companhias de ballet.
Toda minha vida quis ensinar. Decidi pôr em marcha uma classe convidando a uns quantos meninos por telefone. Tão só tinha seis alunos.
Depois passei a ter 22 e mais adiante tive várias classes de 20 e 30 alunos. Desfrutei muito. Estava compartilhando com os meninos algo no que eu era bom e lhes estava ajudando a fazer melhor seus deveres.
Em nenhum momento pretendi que acabassem dedicando-se à informática. Disse-me: tenho que ser capaz de chegar a todos os alunos da classe, não só aos quatro loucos interessados na informática. Quero chegar a todos.
Por conseguinte, ensinei aos meninos a melhorar o aspecto de seus deveres. Se tinham que fazer um trabalho lhes sugeria ?Façamos o trabalho no computador. Agora vou ensinar-te como eleger a fonte adequada e fazer que tenha muito boa presença?. Se tinham que escrever um trabalho de História, dizia-lhes ?Façamos uma linha do tempo utilizando o programa para desenhar?. Ou ?Façamos numa planilha alguns quadros com dados que estejais analisando?.
Eu pegava coisas reais que tinham que fazer no colégio e, uma vez finalizadas as classes, trabalhávamos em isso em minhas classes de informática.
Knowledge@Wharton: Além de ser um dos principais acionistas, ainda segue oficialmente sendo um trabalhador de Apple?
Wozniak: Sim, tenho um grande sentimento de lealdade para a empresa. Quero seguir sendo um empregado da mesma para sempre.
Knowledge@Wharton: Nestes momentos qual é seu grau de envolvimento na empresa?
Wozniak: Não estou em ativo. Há momentos nos que desejaria está-lo. Presto atendimento aos produtos que saem.
Se ainda estivesse em ativo creio que interferiria com o controle da gestão de Steve Jobs. Causaria certa confusão.
Mas estou aberto à idéia se surge a ocasião.
Durante este tempo em que não tenho estado na empresa, minha vida tomou outras direções. Tive minhas classes e também umas quantas empresas de recente criação.
Desfruto deveras trabalhando com jovens engenheiros e tentando pôr em marcha uma empresa.
Agora mesmo estou a ponto de participar num grande projeto educativo com uma empresa que está vendendo software e hardware de temas de educação. Me agradaria levá-lo ao próximo nível e pensar sobre isso: Que tipo de ferramentas precisaríamos para que a educação fosse melhor?
Tenho muitas idéias em temas de educação? que está mau e onde falha.
Knowledge@Wharton: Conte-nos algumas dessas idéias.
Wozniak: A educação abarca tantas coisas que a solução não é singela nem única. As soluções chegarão num futuro muito longínquo.
Nós, os que nos dedicamos à tecnologia, podemos solucionar como conseguir mais educação a menor preço. É um tema importante. A quantidade de dinheiro que se dedica a educação sempre vai ser demasiado pequena.
O governo tem certa quantidade de dinheiro que deve dedicar a um montão de coisas. E pensas ?Terão que determinar as prioridades: Que percentagem deveria ir a educação, que percentagem ao exército, que percentagem a bosques, que percentagem a carreteiras??..
Mas essas percentagens costumam coincidir com o número de votos existente. Há um ligeiro problema em Estados Unidos: uma família de cinco membros não tem mais votos do que uma família de dois membros. Por conseguinte, as famílias com meninos, para as quais a educação é uma prioridade, não contam com um número de votos proporcional ao tamanho da família. Os meninos não estão incluídos nos votos nem no dinheiro para educação, e é algo que simplesmente está ao revés.
Todo agricultor vota para que se aprovem ou derroguem determinadas legislações agrárias. Tudo ancião vota tendo em conta qual seja o tratamento dos temas da terceiro idade. A educação é um problema porque teus filhos não têm direito a votar.
Knowledge@Wharton: Faz um momento comentava que as vezes desejaria estar mais presente em Apple.
Wozniak: Seria estupendo observar as tecnologias que não são muito conhecidas e tentar decidir qual poderíamos transformar num produto de sucesso e a que preço.
É difícil afirmar que Apple ocupa, neste sentido, o mesmo lugar que costumava ter. Com freqüência Apple tenta averiguar como inserir coisas em determinado espaço, preocupando-se sobretudo no estilo.
Influiu-me muito quando nossos computadores Macintosh e Lisa adotaram esse novo mundo de ratos e menus e janelas. Naqueles momentos por todos lados circulava a frase ?é intuitivo?. Os computadores foram adaptando-se aos seres humanos e a suas necessidades.
Agora creio que demos um passo atrás. Os computadores seguem sendo funcionais, mas parece como se não os tivéssemos inventado nós. Somos mais bem escravos dos computadores.
Supõe-se do que os computadores funcionam do modo em do que tu pensaste inicialmente. Os seres humanos deveriam ser mais importantes do que a tecnologia. Não existem incentivos para empresas como Microsoft ou Apple para fazer coisas realmente boas. Apple e Microsoft não vão vender uma unidade adicional de software ou hardware se passam de ser adequados a ser excelentes.
Knowledge@Wharton: Surpreende escutar-lhe dizendo isso porque muita gente sustentaria que a elegância e a facilidade de uso foram fatores diferenciadores em Apple. Parece sugerir que não crê que se tenha avançado muito neste tema.
Wozniak: Na década dos 80 fizemos muito em relação a este tema. Tínhamos ?guias interface de usuário? que os programadores pretensamente deviam seguir para que os programas se parecessem e funcionassem como outros programas para que assim os usuários não tivessem que os aprender de novo.
Pegamos a gente e a pusemos em habitações vazias com algo que nem seguisse sabiam que era um computador ?uma tela e um rato e um teclado-, e lhes dizíamos ?tenta averiguar que coisas podes fazer com isto?. Não se lhes indicava que tinham que fazer. Não eram experientes em informática. Tinham que o averiguar.
Depois nós observávamos através de um espelho opaco que coisas funcionavam e daí coisas não, que parecia ser natural para os seres humanos. Em isso consiste a intuição.
Knowledge@Wharton: No livro comenta que quando Steve Jobs voltou A Apple nos 90, com ele se recuperou um pouco de a paixão e o compromisso que a empresa precisava.
Wozniak: Sim, porque nosso ativo mais valioso sempre foi nossa leal base de clientes. E estavam sentindo falta algo nos produtos que antes sim existia. Quando se reincorporou, introduziu o iMac, ainda que já estava em fase de desenvolvimento antes de sua volta.
Apple tinha enormes problemas com produtos que conseguiam filtrar-se ao mercado seis meses antes. Quando os lançávamos já não eram nenhuma novidade. E Steve estabeleceu umas pautas a seguir muito estritas. ?Falas com os meios e estás despedido?.
Alegrava-me que Apple se voltasse mais estrita. Isso faz parte do espírito que consegue acordar paixões; que um novo produto saia ao mercado e pareça uma novidade.
Knowledge@Wharton: Pensou como poderia ser Apple quando Jobs deixe de ser conselheiro delegado? Como acionista, está preocupado por essa aparente falta de planos de sucessão?
Wozniak: É algo que me preocupa. Mas Apple tem uma grande vantagem que nenhuma outra empresa tem: uma história, uma cultura, muitos usuários que pensam de determinado modo.
Por conseguinte, seja quem seja a pessoa ou pessoas que substituam a Steve Jobs, se seus valores não são similares, terá bastante queixas e grandes mudanças; se tentará encontrar a alguém que trabalhe com um estilo parecido ao de Steve Jobs.
Pode-se ganhar ou perder. Vi como o setor cinematográfico fichava a pessoas que simplesmente eram extraordinárias fazendo determinado tipo de películas. Mas as contratavam e ao final só estavam interessadas em ganhar dinheiro. Não trouxeram consigo a magia que tinham antes. Quando começam a conceder-se a si mesmos salários de 10 milhões de dólares e esse tipo de coisas, não se podem esperar grandes obras de arte.
Knowledge@Wharton: Falou da importância da base de usuários e seu compromisso com a empresa. Muita gente adora a Apple de um modo que é único entre as empresas tecnológicas. Deveriam outras empresas aprender alguma lição deste fato?
Wozniak: A gente que tem computador pessoal simplesmente fala de como utilizá-los. Os que têm um Apple o adoram.
Também tivemos que livrar algumas duras batalhas para salvar nossas vidas. Os responsáveis de educação chegavam e diziam ?Temos que substituir todos os Macintosh por computadores pessoais porque são mais baratos e ademais Apple talvez acabe desaparecendo?.
Tivemos que lutar para sobreviver. E isso te faz ser tremendamente apaixonado.
O estilo do aparelho, o modo em que aparecem os menus, onde estão, a localização das coisas na tela, como aparecem as janelas? todas estas coisas foram mudando nos Macintosh, mas mudaram gradualmente. Por conseguinte, temos a sensação de estar no mesmo mundo em que sempre temos estado. Mas se retrocedesses no tempo dirias ?Deus meu, @lembrar
Agora temos esse clube que a mim me parece um pouco excessivo. Não me agrada o culto que lhe rodeia.
Knowledge@Wharton: Crê que é melhor do que a gente seja crítica, inclusive ainda que sejam fãs?
Wozniak: Creio que deveriam ser críticos e reconhecer os bons valores de Apple. Deveríamos acercar-nos mais a ditos valores. E quando nos afastamos, não deveriam dizer ?Oh! É Apple?, assim que estão fazendo o correto. Não. ?É Apple mas se estão esquecendo de algo?.
Knowledge@Wharton: Uma das coisas que Você disse no livro e que a alguma gente pode resultar-lhe algo surpreendente é: ?Em certo sentido, Apple é a maldição de minha vida?. Que quis dizer com isto?
Wozniak: A qualquer lugar que vá, todo mundo se me acerca e me diz: ?Oh! Você criou Apple? e reclamam meu atendimento. Eu sou um tipo agradável, falo-lhes e passo um momento com eles.
Ontem fui a um restaurante e me encontrei com três jovens que acabavam de terminar o instituto e que queriam criar uma empresa. Têm uma idéia ? e de fato é uma boa idéia. Vou-lhes a dedicar meu tempo e aconselhar-lhes tão bem como possa. Chamarei a alguns amigos para que lhes ajudem.
Isso é uma parte importante de minha vida. Agrada-me ajudar, mas absorve grande parte de meu tempo.
O correio eletrônico é o que realmente me atrapou. Tinha muito tempo livre. Em certo modo estava aposentado. E agora com o correio eletrônico estou adiante do computador todo o dia simplesmente tentando estar ao dia com as notícias que me chegam por correio. Os analistas tecnológicos me enviam um montão de coisas, e depois estão os amigos e os fãs.
Sempre tive esta filosofia de ser acessível. Assim que a todas horas recebo telefonemas e correios eletrônicos da gente. E me resulta impossível atender a todos.
É horrível. As vezes quando me disponho a responder os correios eletrônicos de meus filhos ¡já passou um mês desde que os recebi!.
Knowledge@Wharton: Falando de atendimentos. Você é famoso por ser uma pessoa tímida. Vamos poder ver mais imagens de sua vida pessoal na próxima temporada do programa de Kathy Griffin ?My Life on the D List??
Wozniak: Isso é verdadeiro, sempre fui uma pessoa tímida ainda que na atualidade não me definiria como tímido.
Com Kathy ? ela começou com as brincadeiras. Segui-lhe imediatamente, já que me encantam as brincadeiras e as anedotas. Depois de tê-la conhecido a admiro enormemente. É tão inteligente, pensa tão rápido? me encantaria poder pensar tão rápido como ela.
Vou aparecer de novo no programa ?D List?. Vou ir com ela aos prêmios Producer?s Guild e nos estarão gravando quando vá recolhê-la e lhe dê um presente. Em abril ou maio também vamos ser rei e rainha do Fur Ball organizado pela Humane Society de Silicon Valley, e isso vai emitir-se no programa ?D List?.
Me agradaria fazer um episódio de ?D List? no que Kathy vinga a uma de minhas conferências para que se façam uma idéia das coisas pelas que tenho que passar. Muita gente se acerca a mim e me diz: ?Graças, graças?. Bueno, estão-me dando as graças por coisas criadas bem mais tarde. Simplesmente me dão as graças porque se sentem bem com Apple.
Tratam-me como se fosse Henry Ford. É como se víssemos a Henry Ford e lhe disséssemos ?Oh! Graças pelo que fez. Adoro meu carro?. Em realidade não tem nada que ver com teu carro, mas o posso compreender.
E espero que no programa apareçam alguns de minhas anedotas. Alguns são bons, mas põem limites ao que se pode e não se pode fazer.
Kathy não foi muito receptiva quando a convidei aos Emmys e lhe levei alguns de meus artilugios de brincadeira preferidos, como um enorme calço de bilhetes de dois dólares que podes ir arrancando um a um como se de selos se tratasse.
Também uma grande caixa Tiffany. Kathy a abriu e se encontrou sucessivas caixas Tiffany de menor tamanho. Na última caixa tinha um anel de borracha de 1 dólar que ao pressioná-lo saíam reflexos.
Mas nos levamos muito bem. Tivemos grandes experiências com a vida que nos tocou viver e sabemos como são as coisas quando és em certo sentido ?famoso? e precisas assistentes para que giram uma grande parte de tua vida.
Nesse sentido, Kathy é a primeira pessoa à que conheço que tem uma posição similar à minha.
Knowledge@Wharton: Entre todos os lucros que atingiu até o momento na vida de que se sente mais orgulhoso?
Wozniak: A linha telefônica de anedotas é resposta que costumo dar a dita pergunta. Mas em realidade é o computador Apple II. Sem ele, no desenvolvimento dos computadores pessoais as coisas teriam ido para outra direção e mais devagar.
Pessoalmente contribuí com um montão de idéias estupendas. Assim que fico com o Apple II.
Knowledge@Wharton: Há algo que ainda não tenha conseguido em sua vida e que ainda espera atingir?
Wozniak: Não tive netos. Não estou casado; estou divorciado. Morrerei sem que tenha alguém mais em minha vida?
Tecnicamente desejaria poder fazer alguma contribuição no âmbito da inteligência artificial sobre a que falei antes. Me encantaria aplicá-la à educação; fazer que o computador seja um tipo diferente de professor. Mudar o paradigma dos colégios; vais ao colégio e podes ir a um ritmo totalmente diferente ao do resto de estudantes mas ao mesmo tempo podes seguir com teus amigos no mesmo sala de aula. Não te separam dos alunos de tua idade, mas talvez estejam fazendo coisas mais avançadas porque foram mais rápido com seu professor individual: o computador.
Knowledge@Wharton: Em retrospectiva há alguma coisa que desejaria que Apple tivesse feito de outro modo?
Wozniak: Não me agrada olhar para atrás. Teve um tempo em que tivesse desejado que Apple fizesse as coisas diferentes em relação com as licenças de nosso sistema operativo.
Nossa verdadeira jóia da coroa era o sistema operativo. Essa era a fonte de todos nossos benefícios. E minha opinião era que conseguiríamos os mesmos benefícios e sem ter que fazer o trabalho duro de construir fábricas, gerir inventários, comprar componentes e eliminando computadores que estão mañ.
Mas não me agrada olhar ao passado porque ninguém pode saber se Apple teria estado melhor ou pior se se tivesse feito. Talvez teria sido um Microsoft, teria tido uma maior quota de mercado ou teria sido uma empresa maior. Mas talvez não teria sido uma empresa tão boa como o é na atualidade.
Precisamos outra Microsoft tanto como precisamos o que significa Apple?
Knowledge@Wharton: Além de Apple, há outras empresas às que admire?
Wozniak: Admirava a Hewlett Packard quando trabalhava ali. Podias falar com qualquer pessoa da equipe diretiva, independentemente do já que ocupasse na pirâmide hierárquica. Podias falar com os donos da empresa, Bill Hewlett e Dave Packard, em qualquer momento.
Tentativa seguir seu exemplo.
Em algumas ocasiões, inclusive em empresas como Apple, teu chefe não permite que o vice-presidente se diriga diretamente a tí. ?Tem que passar por mim primeiro?. Esse tipo de coisas.
Algumas vezes senti admiração por algumas empresas européias por seus belos produtos; destacaria em particular a Bang & Oulfsen.
Outra empresa que creio que é boa é Mercedes-Benz. Eu conduzo um Prius, mas tenho um Mercedes-Benz e quando me sento nele percebo que desenharam o carro ao redor de mim, o ser humano. Eu sou o centro do mundo e tudo está muito bem pensado. Quando dou ao carro alguma ordem verbal preestablecida, funciona. Meto-me em minha Prius e tem todos os dispositivos eletrônicos que te possas imaginar mas nunca podes encontrar o caminho. É como se a tecnologia fosse mais importante do que a pessoa. Pressionas o botão para diante para ir para atrás e para atrás para ir para diante? esse tipo de coisas.
Assim que admiro a empresa Mercedes-Benz; sempre a admirei.
Também não posso dizer que não admire a Microsoft. Têm uma tarefa enormemente importante; é impossível satisfazer a tanta gente. No entanto são capazes de gerir esse negócio a nível mundial.
Há muitos países nos que Apple não tem por que -nem pode- introduzir-se. Se não tens uma tarefa tão titánica é bem mais fácil ter uma melhor imagem.
Creio que os Macintosh e os modelos anteriores de Apple são melhores. Normalmente o único que se escuta sobre os computadores pessoais é: Bueno, são mais baratos. Isso também beneficia à gente.
Mas Microsoft sempre procurou tecnologia que possa ajudar à gente, e faz coisas a custos muito razoáveis. Assim que não creio que seja uma empresa tão horrível como muita gente quer fazê-la parecer.
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